05/10/2026 12:34
A Ultraviolette Shockwave, moto elétrica de proposta off-road da fabricante indiana, finalmente tem uma previsão de lançamento. Segundo o site espanhol Híbridos e Elétricos, a marca pretende iniciar a comercialização nos próximos meses e a Europa está entre os mercados-alvo para o lançamento do modelo. A principal novidade será a adoção de uma nova arquitetura elétrica de 100 volts, evolução que deve melhorar o desempenho e o gerenciamento térmico da motocicleta.
Apresentada originalmente em 2025, a Shockwave foi desenvolvida com uma proposta próxima à das pequenas motos de enduro e aventura, combinando baixo peso, suspensões de longo curso e desempenho suficiente para uso urbano e fora de estrada. A moto tem 10,8 kW (14,5 cv) de potência nominal, velocidade máxima de 120 km/h e autonomia declarada de até 165 km. Com peso em torno de 120 kg, o modelo se enquadra na categoria L3e e, caso mantenha essa configuração na homologação europeia, poderá ser conduzido com habilitação A1 ou carteira de carro B com pelo menos três anos de validade.
O sistema de 100 volts é uma das principais mudanças antes da produção. De acordo com o Híbridos e Elétricos, uma tensão mais elevada permite transmitir a mesma potência com menor corrente elétrica, o que pode reduzir perdas e aquecimento em componentes como cabos e inversor. A arquitetura também pode contribuir para uma entrega de potência mais consistente e favorecer o gerenciamento térmico e a velocidade de recarga. A tensão, porém, não determina sozinha a autonomia, que depende também da capacidade da bateria, eficiência do motor, peso e gerenciamento eletrônico.
A estratégia reforça a intenção da Ultraviolette de avançar para mercados internacionais. A empresa já adotou uma arquitetura de 100 volts no desenvolvimento do scooter elétrico Tesseract, após identificar limitações térmicas e de espaço no projeto original. Na Shockwave, a combinação de baixo peso, proposta aventureira e conjunto elétrico atualizado pode colocar a moto em uma faixa ainda pouco explorada pelas elétricas, com a Europa entre os mercados que a fabricante pretende alcançar.