Moto vs. carro: uma história sobre tempo e dinheiro

Durante os 40 anos de Duas Rodas, comprovamos diversas vezes que trocar o carro pela moto economiza tempo e dinheiro; conheça os números

24/02/2015 17:30

Em 1977 a capa de Duas Rodas destacava um desafio entre dois dos veículos motorizados mais acessíveis do país: a Yamaha RD 75, substituta da pioneira RD 50, contra o popular Volkswagen Fusca 1300. O foco estava nos gastos de gasolina e tempo simulando o deslocamento casa-trabalho da periferia ao centro de São Paulo (SP).

Na primeira medição, os dois andaram juntos por todo o trajeto, com a moto sempre trafegando no meio da faixa e sem se valer de brechas no trânsito, para que os consumos fossem comparados. Os 22 km foram percorridos em hoje inimagináveis 35 minutos, utilizando meio litro de gasolina na RD e 2,7 litros no Fusca. Já na segunda medição, em que a moto ficou livre para seguir sem ter de esperar pelo carro, o tempo de percurso foi reduzido a 25 minutos e o consumo subiu por causa da velocidade, para 0,6 litro.

Contra todos

Já na década de 2000, os congestionamentos de São Paulo haviam atingido outro nível e um novo comparativo mostraria que a vantagem da moto não era mais de 10 minutos, mas capaz de reduzir o tempo de deslocamento sobre quatro rodas à metade. Três moradores da cidade, usuários de diferentes meios de transporte (automóvel, ônibus e metrô), foram convidados a trocá-los pela garupa de nossa moto. Todos moravam a pelo menos 20 km do trabalho e descobriram que recuperariam mais de uma hora por dia se fossem e voltassem de moto: o que usava o carro reduziu o tempo de porta a porta de 1h20 para 40 minutos; o que trabalhava de ônibus passou de 1h50 para 30 minutos; e o que costumava passar 1h15 no metrô demorou 40 minutos.  

A relação entre consumo de tempo e de gasolina esteve de novo na pauta em 2009, quando o deputado federal Marcelo Guimarães criou um Projeto de Lei que pretendia obrigar as motocicletas a trafegarem pelo centro das faixas, como os automóveis. Para simular as mudanças que o projeto causaria, um trio de pilotos de teste partiu com três motos iguais para cumprir um roteiro de 46 km. O cenário escolhido foi uma tarde de sexta-feira em São Paulo e cada piloto foi escalado para representar um papel: o primeiro andando no centro das faixas, acompanhando o ritmo dos carros, e assim precisou de 1h31 e 0,9 litro de gasolina; o segundo andou com prudência, acompanhando o fluxo na maior parte do tempo e só transitando entre os outros veículos quando o trânsito parou, o que rendeu 58 minutos rodando e reduziu o gasto de combustível a 0,8 litro; por fim, o terceiro tentou cumprir o roteiro o mais rápido possível, ultrapassando todos os veículos que pôde, e para isso levou 45 minutos, mas a mão pesada custou 1 litro do tanque.

Aventura: uma viagem pelos dois lados do Brasil

Márquez é o mais rápido no segundo dia de testes na Malásia

Coluna do Fausto Macieira: num beco escuro explode a violência

Nas bancas: comparativos big trail e supermotard mais teste custom

História: Yamaha Ténéré aproximou motociclista do rali Dakar

APLICATIVO



INSTAGRAM