Quatro Rodas

Investidores querem trazer Piaggio e Vespa de volta ao Brasil

Já autorizados a representar o grupo italiano no país, investidores prometem venda de scooters no último trimestre de 2016

24/06/2016 17:24

Única grande fabricante mundial ainda ausente no Brasil, o grupo Piaggio planeja exportar modelos para o país com as marcas homônima e Vespa a partir do último trimestre deste ano. A operação se daria por meio de representantes, os também italianos da Asset Beccly Investments Management, que foram autorizados a representar, produzir e comercializar os produtos no país. Para isso, já contrataram o executivo responsável por implantar as operações da subsidiária da Harley-Davidson no país em 2010, Longino Morawski, que agora busca sócios e concessionários dispostos a apostar no projeto – o grupo Piaggio não participará com capital nem da gestão.

O grupo Piaggio já esteve no Brasil na década de 1980, quando uma sociedade com a Barra Forte em Manaus (AM) viabilizou a produção local da Vespa PX. Desta vez, o projeto teria início com a importação de unidades no último trimestre de 2016 e as vendas através de concessionárias para as duas marcas batizadas de Motoplex, primeiramente em São Paulo (SP) e nos meses seguintes também em Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (DF). O conceito de showroom Motoplex foi criado em 2015 para que mercados relevantes tivessem uma loja conceito, ou "flagship store", onde as marcas do grupo - que atingem públicos diferentes e sem sobreposição - ficam expostas sob o mesmo teto. No caso brasileiro o conceito será adaptado para abrigar inicialmente apenas duas marcas. Ao longo de 2017 seria contratada uma montadora para a operação de CKD com obtenção de benefícios fiscais em Manaus (AM).

Também fazem parte do grupo Piaggio as marcas Aprilia, Moto Guzzi, Gilera, Derbi e Scarabeo, cujas linhas são compostas por produtos de 50cc a 1.400cc. No entanto, chegariam ao Brasil apenas scooters com as marcas Piaggio (design contemporâneo e até 500cc) e Vespa (design retrô e até 300cc). Além da forte atuação no mercado europeu, o grupo produz scooters no Vietnã, para os mercados asiáticos, e na Índia, onde também fabrica veículos comerciais de três e quatro rodas. 

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