18/03/2026 09:00
Menos promessa, mais estrutura. É assim que a CFMOTO começa a desenhar sua entrada de verdade no mercado brasileiro de motocicletas. Antes mesmo de colocar as motos nas ruas, algo previsto para até o fim do primeiro semestre de 2026, a marca já arma o terreno com uma estratégia que vai além do produto. E começa pelo bolso do cliente.
A expansão do consórcio para motocicletas não é apenas mais um serviço no portfólio. É um movimento calculado, daqueles que mostram que a marca não quer só vender moto, quer construir presença. Quer criar base.
O pontapé inicial acontece no dia 20 de março, durante o MotoGP, com o lançamento oficial do consórcio no estande da marca. E não é coincidência. Escolher um palco global, carregado de performance e tecnologia, diz muito sobre como a CFMOTO quer ser percebida: conectada com o alto nível, com o universo racing e, principalmente, com experiência.
Porque aqui está o ponto. A marca não fala só de produto. Fala de jornada. Sob o conceito global “EXPERIENCE MORE TOGETHER”, deixa claro que a entrega começa muito antes da chave girar na ignição. Começa no primeiro contato.
Segundo Urano Carvalho, Head de Motorcycle da operação brasileira, o consórcio é apenas uma peça de algo maior. Um ecossistema. Produto premium, tecnologia embarcada e, principalmente, consistência no atendimento. Do início ao fim.
E faz sentido. No off-road, onde a marca já atua, o consórcio praticamente virou regra. É a alternativa viável, muitas vezes a única. Inclusive com um diferencial importante: o próprio veículo pode funcionar como garantia, trazendo mais segurança para o cliente. E com uma rede que já passa de 180 revendas no país, estrutura não falta.
Agora, nas motocicletas, o plano é ambicioso. A projeção gira na casa dos R$ 10 milhões mensais em cartas de crédito. Crescimento gradual, acompanhando a expansão da rede. Sem pressa, mas com direção clara.
A operação fica nas mãos da Âncora Administradora de Consórcios, nome consolidado no setor, com reputação forte e selo RA1000. E aqui entra outro ponto importante: custo. Diferente do financiamento tradicional, pressionado por juros altos, o consórcio trabalha com taxa administrativa. No caso, cerca de 10% ao longo de 60 meses — algo próximo de 0,16% ao mês. Na prática, uma equação mais leve.
E tem mais. Após a contemplação, se o cliente optar por não usar imediatamente a carta de crédito, o valor segue rendendo a 100% da Selic. Um detalhe que reforça previsibilidade e inteligência financeira.
As equipes são segmentadas, com especialistas dedicados tanto ao off-road quanto às motocicletas. O atendimento vai do primeiro aporte até a retirada da moto na concessionária. No meio do caminho, entra consultoria de lances, análise de contemplação e suporte completo. É venda futura, sim, mas com transparência.
No fim das contas, o consórcio vira mais do que uma alternativa de compra. Vira porta de entrada. Um primeiro vínculo. E quando as motos finalmente chegarem ao Brasil, a CFMOTO não estará começando do zero. Já terá base, cliente, relacionamento. Terá, principalmente, presença. Porque crescer de verdade não é só acelerar. É saber construir o caminho.