24/03/2026 09:33
Tem evento que termina… e tem evento que deixa rastro. O Aceleradas Experience 2026 claramente entra na segunda categoria. Durante dois dias no Haras Tuiuti, o que se viu foi mais do que um encontro entre marcas e público. Foi movimento. Transformação. A materialização de um conceito que muita gente fala, mas poucos conseguem entregar: experiência de verdade.
Dividido em dois capítulos – motos no dia 14 de março e carros no dia 15 –, o evento mostrou maturidade ao expandir sem perder essência. E isso não é simples. Na prática, foram 51 motocicletas disponíveis para test ride e 16 automóveis para test drive. Mas os números, por si só, não contam a história completa. O que importa é o que aconteceu entre uma acelerada e outra.
Gente experimentando pela primeira vez. Gente evoluindo. Gente se reconhecendo naquele ambiente. E aqui está um dos pontos mais fortes: a presença feminina. Foram 1.091 pessoas na edição de motos, sendo impressionantes 905 mulheres. Destas, 711 já motociclistas e outras 193 prontas para dar o primeiro passo. Não é só um dado. É um sinal claro de mudança de cenário.
Enquanto isso, o público masculino também marcou presença, com 186 participantes, além de uma operação robusta com 91 profissionais garantindo que tudo funcionasse como um relógio bem ajustado. Mas o Aceleradas Experience não vive só de pista.
Ele foi construído sobre três pilares muito bem definidos — experiência, conhecimento e conexão — e, dessa vez, os três apareceram com força.
Na experiência, o contato direto com máquinas de diferentes estilos e propostas. De Bajaj a BMW Motorrad, passando por Honda, Yamaha, Triumph, Kawasaki e tantas outras, o público teve a chance de sentir na pele o que cada moto entrega de verdade, sem filtro, sem vitrine, sem discurso ensaiado. E teve também o off-road, com a CFMoto levando quadriciclos para quem queria sair do asfalto e explorar outro tipo de diversão.
Aliás, alguns momentos chamaram atenção de forma especial. Como a Kawasaki Eliminator Tributo, customizada por Renato Frateschi. Não era só uma moto. Era uma peça com personalidade, daquelas que fazem gente parar, olhar e entender que moto também é expressão.
No pilar do conhecimento, o evento entregou conteúdo relevante. Palestras e workshops que foram além do básico, abordando desde pilotagem e mecânica até temas menos explorados, como educação financeira e saúde da mulher: formar piloto é importante. Mas formar consciência é ainda mais.
Nesse contexto, a presença do Grupo EVA trouxe um peso diferente ao evento, ampliando o alcance para além da mobilidade e colocando em pauta a conscientização sobre o câncer do colo do útero. Um lembrete de que comunidade também se constrói com responsabilidade.
Já na conexão, o que se viu foi troca genuína. Sem barreiras. Sem formalidade excessiva. Pilotos, especialistas, marcas e público dividindo o mesmo espaço, no mesmo nível. Esse talvez seja o maior acerto do projeto.
E 2026 também marcou uma virada importante: a estreia da edição dedicada aos automóveis. Em um formato mais intimista, é verdade, mas estratégico. Fiat, Foton Brasil, Nissan e Renault levaram 16 modelos para test drive, mostrando que existe espaço para crescer sem atropelar o que já funciona.
Entre os destaques, modelos como o Abarth, o Tunland, o Kait e o Boreal chamaram atenção e deram um gostinho do que essa nova frente pode se tornar.
E aqui vale prestar atenção: isso não foi um “teste”. Foi um primeiro passo. Porque quando Eliana Malizia fala que “somos potência”, não é discurso vazio. É direcionamento. O Aceleradas Experience começa a se posicionar como algo maior do que um evento. Um ecossistema.
E esse ecossistema ficou ainda mais evidente com a diversidade de marcas envolvidas. De fabricantes a empresas de pneus, lubrificantes, equipamentos, seguros, turismo e lifestyle. Tudo conectado.
Tudo fazendo sentido dentro da jornada do público. No fim das contas, o que o Aceleradas Experience 2026 mostra é que o mercado está mudando. E quem entende isso sai na frente. Mais do que máquinas, estamos falando de pessoas, acesso, inclusão, oportunidade. E principalmente: de protagonismo. A próxima edição, prevista para 2027, deve ampliar ainda mais essa proposta. Mais marcas, experiências e possibilidades.