Duas Rodas
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Kawasaki Z650 chega para substituir ER-6 também no Brasil

Nova Z650 usa chassi de treliça mais leve e tem motor de 2 cilindros ajustado para responder melhor em baixas rotações, numa resposta direta à Yamaha MT-07

17/05/2017 às 10h19m

Modelos de cilindrada intermediária com motores de 2 cilindros estão em ascensão, e não é à toa. São curingas que unem ótimo torque em projetos mais estreitos e de baixo peso, ágeis para rodar em ambientes urbanos, a preços menores do que as 4 cilindros e mantendo performance de sobra para rodar em estrada. Nesse segmento tem reinado como referência técnica e líder de vendas a Yamaha MT-07, que deixou a Kawasaki ER-6 defasada do dia para a noite parecendo pesada e lenta. A resposta da Kawasaki, revelada mundialmente em novembro passado no Salão de Milão e agora à venda no Brasil, se chama Z650 e substitui a ER-6.

Será vendida em versão única com ABS por R$ 32.990, o que além da concorrência direta com a MT-07 (R$ 28.990 sem ABS e R$ 31.690 com o sistema antitravamento) a posiciona perto dos R$ 33.900 das 4 cilindros Yamaha XJ6 e Honda CB 650F.

A Z650 não é mera atualização da ER-6 com um facelift e outro nome. De fato é uma nova moto já a partir do chassi de aço com tubos soldados em treliça, configuração que a marca vem explorando desde a H2R e a ajudou a reduzir o peso em 19 kg e a deixá-la mais estreita. Essa impressão é reforçada pelo formato do tanque estreito na emenda com o banco, facilitando que os pés alcancem o chão. Suspensões e freios mantêm especificações e medidas equivalentes às anteriores, mas com ângulo de direção reduzido de 25° para 24°, o amortecedor lateral agora na posição convencional centralizada (regulagem somente na pré-carga traseira) e balança de alumínio.

O conhecido motor de 2 cilindros paralelos serviu de base para modificações (admissão, cabeçote, injeção eletrônica e escapamento) que alteraram seu comportamento, antes “acordava” a 4.000-5.000 rpm, passou a ser um propulsor de respostas imediatas desde baixas rotações e progressivo em toda a faixa de giros. Ao aumento de torque de 6,5 kgf.m a 7.000 rpm para 6,7 kgf.m a 6.500 rpm custou uma queda na potência máxima de 72 cv a 8.500 rpm para 68 cv a 8.000 rpm, porém é o que acontece durante e não só no final que mais interessa: curvas de potência e torque bem planas ao longo da subida de rotações. E as respostas ao acelerador são realmente mais rápidas, sem truques na relação de marchas (o câmbio as manteve e não foi "encurtado", mas evoluiu com embreagem assistida deslizante).

O acabamento bem cuidado é melhor que o da MT-07 na qualidade de emendas e parafusos nas junções, tem detalhes interessantes como a lanterna de lente cristal que forma um “Z” quando os LEDs acendem e o painel de display digital negativo em que o fundo é escuro. O conta-giros tem ponteiro “virtual” em vez de escala em barras e a shift-light pode ser configurada tanto na faixa de rotações quanto no layout do alerta, que não é a tradicional luz estroboscópica e sim a imagem que começa a piscar.

As primeira unidades serão entregues à rede de concessionárias no próximo mês nas cores verde metálico, branco e preto. O primeiro teste completo, com todas as medições de performance, será publicado em Duas Rodas de junho.

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