Duas Rodas
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Novo Honda SH 150 aposta no premium

A Honda acredita que existe espaço para mais um scooter de baixa cilindrada na linha e agora lança um 150 mais sofisticado da família SH

25/03/2017 às 09h08m

Há um ano a Honda trouxe ao Brasil o scooter SH 300 para concorrer com o bem-sucedido Dafra Citycom 300, oferecendo um projeto mais moderno e sofisticado que emperrou no alto preço de R$ 23.590 (agora reduzido a R$ 20.990). A marca acredita que entre o SH e o scooter de entrada PCX 150 haja um espaço vago e decidiu lançar o SH 150, com o mesmo motor do PCX, mas um pacote similar ao da versão 300: rodas com aro de 16 polegadas, freios ABS, partida sem chave e acabamento mais esmerado (as cores serão dois tons de azul e um prata). Dos R$ 10.300 do PCX o upgrade para o SH custará R$ 12.450.

Primeiro ponto que se nota ao subir no novo SH é a diferença do assoalho plano, que facilita o movimento e amplia o espaço para os pés. O segredo é que o tanque de gasolina não fica entre as pernas como no PCX, e sim na extremidade traseira atrás do porta-capacete – passa a comportar apenas um capacete fechado, sem o espaço adicional do PCX suficiente para bolsa, mochila, luvas ou uma capa de chuva. O banco é confortável e a altura para se sentar maior do que no modelo de entrada da marca (799 mm contra 761 mm), o que dificultará o acesso de pessoas de menor estatura.

Com o sensor de presença no bolso basta girar um botão e dar a partida elétrica, sem ter de pegar a chave. Uma vez com o motor ligado pouco muda em relação ao PCX com seu propulsor que se destaca pelo funcionamento silencioso e de baixa vibração, fatores que contribuem para o conforto no trânsito. O sistema start-stop foi mantido, e se estiver ativado segue desligando o motor após 3 segundos com o scooter parado (num semáforo, por exemplo) e o religando automaticamente quando se gira a manopla para acelerar.

O que fica evidente andando com o SH é a dinâmica trazida pelas suspensões e rodas de aro 16”. Aumentam a segurança para enfrentar a buraqueira das ruas brasileiras, embora custe algo da agilidade nas mudanças de direção quando comparada à dos aros 14 moto. Vale a pena, até porque a elevação de diâmetro das rodas dos scooters é uma tendência (aros 10 como do Suzuki Burgman hoje são exceção).

As suspensões do SH também têm mais curso (100 mm na dianteira e 95 mm atrás, contra 89 mm e 79 mm respectivamente no PCX), contribuindo bastante para o conforto. A primeira geração do PCX sofria com a frequência com que batia no fim de curso, já a geração atual previne esse efeito com carga excessiva, que as torna “duras” e desconfortáveis. Outro item que posiciona o SH 150 em vantagem técnica é o ABS nas duas rodas para prevenir travamentos, mantendo boa potência e precisão no tato que são características dos sistemas da Honda.

Está claro que o SH oferece vantagens sobre o PCX, mas é difícil prever se o comprador estará disposto a pagar a diferença. O resultado dessa equação é imprevisível e pode ir além da atração de novos compradores de scooter premium, causando alguma canibalização do PCX ou do próprio SH 300. 

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